A tabela de preços é a decisão financeira mais importante do salão — e a mais negligenciada. A maioria é montada olhando o concorrente ou “o que dá pra cobrar aqui na região”, sem nunca calcular o custo real de cada serviço. O resultado é um salão que atende muito, fatura bem e mesmo assim não sobra dinheiro.

O preço nasce do custo, não do concorrente

O concorrente tem outro aluguel, outra comissão, outro consumo de produto. Copiar o preço dele é herdar uma estrutura de custo que não é a sua. O ponto de partida é sempre o custo real do seu serviço.

Os 3 componentes do custo de um serviço

  1. Custos diretos: produto usado + comissão do profissional.
  2. Custos indiretos (rateio): aluguel, energia, água, sistema, limpeza — divididos entre os atendimentos.
  3. Margem de lucro: o que sobra para o negócio depois de tudo pago.

Preço = custos diretos + rateio dos indiretos + margem desejada. (O passo a passo do cálculo está detalhado no guia de precificação de serviços.)

Estrutura de uma tabela saudável

CamadaO que define
Custo real por serviçoO piso: abaixo disso é prejuízo
Margem de lucroO que transforma trabalho em negócio
PosicionamentoQuanto acima do piso o seu público aceita pagar
Combos e pacotesAumentam o ticket sem aumentar o esforço

Reajuste: o inimigo é o medo

Segurar preço por anos “para não perder cliente” é como a inflação: você não vê o dinheiro sumir, mas ele some. Reajuste pequeno e regular (anual, no mínimo) é muito mais bem aceito do que um salto grande depois de três anos parado. Comunique com antecedência e ancore o preço no resultado e na experiência.

Preço e margem andam juntos

Uma tabela bem montada é o que sustenta a margem de lucro do salão. Se você não sabe o custo por serviço, não sabe se cada atendimento dá lucro ou prejuízo — e nesse cenário, faturar mais pode significar apenas perder mais rápido. Precificar com método é o que separa o salão que trabalha muito do salão que ganha dinheiro.